Diabetes e Depressão

Há uma importante correlação entre estado emocional e controle glicêmico.

A depressão tem impacto nocivo sobre o controle glicêmico e, por sua vez, o diabetes mal controlado intensifica os sintomas depressivos.

Depressão está associada à hiperglicemia e a um risco aumentado de complicações do diabetes. No sentido oposto, o alívio da depressão associa-se a uma melhora significativa do controle glicêmico.

A prevalência de depressão na população diabética é duas vezes maior do que a da população não diabética. Entre os diabéticos, é significativamente maior em mulheres (28%) do que em homens (18%).

Sentir-se triste de vez em quando é normal. Mas, algumas pessoas sentem tristeza, aparentemente sem causa, que simplesmente não desaparece. Sentindo-se assim na maior parte do dia, durante duas semanas ou mais, pode ser um sinal importante de depressão.

Quando o paciente não consegue obter o controle glicêmico, ou quando enfrenta as complicações do diabetes, ele “se convence” de que perdeu o controle sobre a doença.

A depressão pode promover um ciclo vicioso, prejudicando o controle da doença e dificultando a realização de tarefas necessárias para atingir o bom controle glicêmico.

A orientação de profissional especializado em saúde mental e com experiência em diabetes pode ajudar bastante. O tratamento com antidepressivos pode ser necessário.

Na presença de sintomas de depressão, não se deve esperar muito para buscar ajuda. O diagnóstico precoce da depressão pode acelerar seu tratamento. Portanto, esteja atendo!

Autora: Dra. Patrícia Braga – Endocrinologista – CRM DF 13.974 / RQE 7.324

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