Teste Farmacogenético

A Farmacogenética estuda como os genes de um indivíduo influenciam na resposta aos medicamentos. Conhecer o perfil genético do paciente ajuda o médico a escolher os medicamentos com mais assertividade, eliminando aqueles com maiores chances de não funcionar ou causar efeitos colaterais indesejáveis.

O Teste Farmacogenético consiste na realização do sequenciamento de genes ligados ao metabolismo, à resposta e à toxicidade, em relação aos medicamentos psicotrópicos. Ao todo, são analisados 79 psicofármacos, entre antidepressivos, antipsicóticos, anticonvulsivantes, psicoestimulantes e benzodiazepínicos, e são sequenciados 25 genes individualmente, dos quais a maioria está relacionada ao citocromo p450 e aos receptores de serotonina, noradrenalina e dopamina. E o material biológico utilizado para a análise é a saliva do paciente.

Em parceria com o laboratório Gntech, o INCB é pioneiro, em Brasília, ao disponibilizar o serviço de coleta da saliva por meio de swab, realizado pelos médicos do INCB, e facilitar o envio do material, dentro de 48 horas, para o laboratório. A coleta pode ser agendada pelo telefone com a secretária.

O Teste Farmacogenético oferece aos profissionais da saúde o conhecimento prévio da provável resposta e metabolismo do paciente às diferentes classes de medicamentos, auxiliando na decisão sobre ajuste, associação ou troca de medicação de forma mais rápida, precisa e eficiente. Em dados gerais, um Teste Farmacogenético pode sugerir aumento ou redução de doses, alta ou baixa eficácia, aumento ou diminuição das chances de efeitos colaterais, interações medicamentosas, entre outros aspectos.

As principais indicações para o Teste Farmacogenético são: casos de pacientes que apresentam efeitos colaterais sérios a ponto de impedir a continuidade do tratamento ou para aqueles que manifestam falha na terapia proposta.

Benefícios do teste: maior assertividade na estratégia terapêutica; ajuste da dosagem com maior precisão e rapidez; redução da incidência de efeitos colaterais; redução de custos com tratamentos ineficazes; maior eficiência e rapidez na melhora do paciente.

O teste não faz o diagnóstico de nenhum transtorno mental e/ou síndrome genética, é uma ferramenta para auxiliar o médico assistente na escolha da melhor medicação para cada paciente.

A Farmacogenética vai ao encontro da medicina personalizada, com o propósito de oferecer os recursos médicos de forma a atender as especificidades de cada paciente.


Autores: Dra. Fabíola Leão e Dr. Custódio Martins

Fonte: Stahl, Stephen. The best of brain, behavior and emotions. São paulo, 2016. [adaptado]

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