Evitar Uso de Bebidas Alcoólicas, Tabaco e outras Drogas

Evitar Uso de Bebidas Alcoólicas, Tabaco e outras Drogas

O álcool, apesar de poder provocar uma sensação inicial de bem-estar ou relaxamento, é sabidamente uma droga com ação depressora no sistema nervoso central. E seu consumo em grande quantidade e em maior frequência, ou mesmo em binges (consumo elevado em uma única ocasião ou curto período de tempo), pode produzir alterações psíquicas e físicas suficientes para interferir no seu funcionamento normal.

As alterações comportamentais decorrentes da intoxicação alcoólica aguda incluem exposição moral, comportamento sexual de risco, impulsividade, agressividade, diminuição do desempenho motor, fala pastosa ou arrastada, labilidade de humor, excitação ou irritabilidade, lentidão de pensamento, redução da capacidade de raciocínio e do julgamento crítico, funcionamento social e ocupacional prejudicados. Há também um aumento da suscetibilidade a acidentes de trânsito, violência, ideação suicida e tentativa de suicídio.

Quanto mais precoce o início do consumo de bebidas alcoólicas, maiores são as chances de danos cerebrais e problemas relacionados ao beber. E tem chamado atenção e preocupado os especialistas os elevados custos sociais e os danos para a saúde relacionados, principalmente, ao beber em binge , que tem sido associado a um padrão típico de adultos jovens e adolescentes. E tem mostrado relação com surgimento de sintomas depressivos, independente da frequência do consumo; ou seja, beber pesado mesmo que de forma esporádica é um fator de risco para depressão.

A comorbidade de outros transtornos psiquiátricos com dependência de álcool, tabaco e outras drogas é frequente e deve ser investigada e igualmente tratada. A utilização de substâncias e os prejuízos relacionados com elas aumentam a chance do surgimento de outros transtornos psiquiátricos. Por exemplo, o consumo de álcool pode aumentar em até 4 vezes a chance de o indivíduo desenvolver depressão, e aumenta em 2 a 3 vezes o risco para um transtorno de ansiedade; o consumo de maconha está relacionado com o surgimento precoce de sintomatologia ansiosa, sobretudo crises de pânico, e vem sendo considerado um fator independente para o surgimento de psicoses crônicas, em indivíduos com maior vulnerabilidade (a chance de desenvolver esquizofrenia é 2 a 3 vezes maior para os usuários de maconha).

Estudos apontam uma relação entre tabagismo e depressão, e também sintomas ansiosos, com evolução para crises de pânico. A nicotina, por causar uma indução enzimática, acelera o metabolismo de diversas medicações, contribuindo para uma redução dos níveis dos fármacos no sangue e diminuição do seu efeito terapêutico.

É comum encontrar associados ao consumo de álcool e drogas transtornos como esquizofrenia, transtornos de humor, de ansiedade, da alimentação, da personalidade, da conduta e de déficit de atenção e hiperatividade. A cada dois paciente que buscam tratamento para dependência química pelo menos um terá uma outra doença psiquiátrica.

O consumo de substâncias psicoativas causam impacto nos quadros comórbidos (outros transtornos psiquiátricos concomitantes): pode mimetizar, atenuar ou piorar os sintomas físicos, cognitivos, emocionais ou comportamentais de outros transtornos psiquiátricos, tornando o diagnóstico e o tratamento nessas ocorrências ainda mais difíceis.

E geralmente esses quadros cursam com mais hospitalizações, piora dos sintomas psicóticos, pobre adesão a terapia medicamentosa e, portanto, piores prognósticos para ambas as doenças – menores chances de tratamento e menor resposta terapêutica aos medicamentos, diminuindo a probabilidade de recuperação.

Em pessoas com transtornos mentais graves (como transtorno bipolar e esquizofrenia), mesmo que em pequenas doses e de modo casual, o consumo de substâncias psicoativas pode gerar piores consequências, se comparadas com pessoas sem tais transtornos. Estar abstinente aumenta a chance de sucesso terapêutico para o tratamento dos transtornos psiquiátricos.


Autor: Dra. Fabíola Leão

Fonte: Diehl, Cordeiro, DC, Laranjeira, R. Dependência química – Prevenção, Tratamento e Políticas Públicas. Porto Alegre: Artmed, 2011.

O álcool, apesar de poder provocar uma sensação inicial de bem-estar ou relaxamento, é sabidamente uma droga com ação depressora no sistema nervoso central. E seu consumo em grande quantidade e em maior frequência, ou mesmo em binges (consumo elevado em uma única ocasião ou curto período de tempo), pode produzir alterações psíquicas e físicas suficientes para interferir no seu funcionamento normal.

As alterações comportamentais decorrentes da intoxicação alcoólica aguda incluem exposição moral, comportamento sexual de risco, impulsividade, agressividade, diminuição do desempenho motor, fala pastosa ou arrastada, labilidade de humor, excitação ou irritabilidade, lentidão de pensamento, redução da capacidade de raciocínio e do julgamento crítico, funcionamento social e ocupacional prejudicados. Há também um aumento da suscetibilidade a acidentes de trânsito, violência, ideação suicida e tentativa de suicídio.

Quanto mais precoce o início do consumo de bebidas alcoólicas, maiores são as chances de danos cerebrais e problemas relacionados ao beber. E tem chamado atenção e preocupado os especialistas os elevados custos sociais e os danos para a saúde relacionados, principalmente, ao beber em binge , que tem sido associado a um padrão típico de adultos jovens e adolescentes. E tem mostrado relação com surgimento de sintomas depressivos, independente da frequência do consumo; ou seja, beber pesado mesmo que de forma esporádica é um fator de risco para depressão.

A comorbidade de outros transtornos psiquiátricos com dependência de álcool, tabaco e outras drogas é frequente e deve ser investigada e igualmente tratada. A utilização de substâncias e os prejuízos relacionados com elas aumentam a chance do surgimento de outros transtornos psiquiátricos. Por exemplo, o consumo de álcool pode aumentar em até 4 vezes a chance de o indivíduo desenvolver depressão, e aumenta em 2 a 3 vezes o risco para um transtorno de ansiedade; o consumo de maconha está relacionado com o surgimento precoce de sintomatologia ansiosa, sobretudo crises de pânico, e vem sendo considerado um fator independente para o surgimento de psicoses crônicas, em indivíduos com maior vulnerabilidade (a chance de desenvolver esquizofrenia é 2 a 3 vezes maior para os usuários de maconha).

Estudos apontam uma relação entre tabagismo e depressão, e também sintomas ansiosos, com evolução para crises de pânico. A nicotina, por causar uma indução enzimática, acelera o metabolismo de diversas medicações, contribuindo para uma redução dos níveis dos fármacos no sangue e diminuição do seu efeito terapêutico.

É comum encontrar associados ao consumo de álcool e drogas transtornos como esquizofrenia, transtornos de humor, de ansiedade, da alimentação, da personalidade, da conduta e de déficit de atenção e hiperatividade. A cada dois paciente que buscam tratamento para dependência química pelo menos um terá uma outra doença psiquiátrica.

O consumo de substâncias psicoativas causam impacto nos quadros comórbidos (outros transtornos psiquiátricos concomitantes): pode mimetizar, atenuar ou piorar os sintomas físicos, cognitivos, emocionais ou comportamentais de outros transtornos psiquiátricos, tornando o diagnóstico e o tratamento nessas ocorrências ainda mais difíceis.

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