Meditação – Mindfulness

Meditação – Mindfulness

Quando se fala em meditação, é comum as pessoas associarem o termo às práticas religiosas ou ao pré-conceito de que meditar é esvaziar a mente ou parar de pensar. Mindfulness não é uma religião, e sim um método de treinamento mental. Muitas pessoas que meditam são religiosas, porém inúmeros ateus e agnósticos são meditadores.

O termo Mindfulness, traduzido para o português como Atenção Plena, diz respeito a estar consciente, despertar e reconhecer o que está acontecendo no momento presente, com uma atitude amistosa e livre de julgamento, sem rejeitar ou agarrar-se ao que está ocorrendo. Desta forma, a atenção não fica enredada no passado ou no futuro. A Atenção Plena é, na verdade, uma prática, um estilo de vida, e não apenas uma boa ideia, uma técnica inteligente ou uma moda passageira.

Mindfulness é um estado em que é necessário permanecer psicologicamente presente e, independente do que aconteça ao seu redor ou internamente, não reagir ou julgar. Assim, a prática de meditação consciente permite que a pessoa responda conscientemente e reflexivamente, sem reagir automaticamente aos eventos internos ou externos.

O uso de mindfulness na psicoterapia possibilita ao paciente observar o surgimento e o desaparecimento de seus pensamentos e sentimentos, sem agarrar-se àqueles valorizados e sem eliminar os dolorosos, promovendo a aceitação da experiência interna e diminuindo o processo de evitação. Procura-se perceber os pensamentos à medida que vão surgindo, vendo-os como pensamentos de fato e não como verdades absolutas. De uma forma geral, as pessoas deprimidas sentem remorso, tristeza e/ou culpa em relação ao passado, enquanto pessoas ansiosas temem o futuro.

Em 2006, a meditação foi descrita como uma terapia complementar pelo National Center for Complementary and Alternative Medicine dos Estados Unidos. O National Registry of Evidence-based Programs and Practices (NREPP) reconheceu o Programa Redução de Estresse Baseado em Mindfulness (MBSR) como uma intervenção de eficácia clinicamente comprovada na abordagem das seguintes situações: sintomas de estresse e ansiedade; perturbação do humor; sintomas de depressão; autoestima; sintomas gerais de saúde mental.

A Atenção Plena pode ser desenvolvida através de práticas formais ou informais. As técnicas formais de mindfulness englobam o escaneamento corporal, a meditação sentado e a hatha yoga. Já as técnicas informais consistem na execução das atividades do dia a dia, de forma consciente e presente no que estamos fazendo, como por exemplo alimentar-se, lavar louças, tomar banho e dirigir, entre outras, livre do “piloto automático”.

Benefícios da prática regular de Atenção Plena:

  • Estudos mostram que os meditadores regulares são mais felizes e mais satisfeitos do que a média das pessoas. Esses resultados têm uma importante repercussão na saúde, já que as emoções positivas estão associadas a uma vida mais longa e saudável;
  • A ansiedade, a depressão e a irritabilidade diminuem com sessões regulares de meditação;
  • Melhora da memória, as reações se tornam mais rápidas e o vigor mental e físico aumenta;
  • Os meditadores regulares têm relacionamentos melhores e mais gratificantes;
  • Reduz os principais indicadores do estresse crônico, incluindo a hipertensão;
  • Reduzir o impacto de doenças graves, como dor crônica e câncer, podendo até auxiliar no combate à dependência de drogas e álcool;
  • Fortalece o sistema imunológico, ajudando a combater resfriados, gripe e outras doenças.

Sugestões de leituras

  • Atenção Plena, Mark Williams;
  • 10% mais feliz, Dan Harris.

Sugestões de cursos de meditação/mindfulness

  • Curso para meditação vipassana para iniciantes;
  • Programa de Redução de Estresse Baseado em Mindulness.

Ambos os cursos são oferecidos pela Sociedade Vipassana. Mais informações no site:

www.sociedadevipassana.org.br


  1. Atenção plena [recurso eletrônico] / Mark Williams, Danny Penman [tradução de Ivo Korytowski]; Rio de Janeiro: Sextante, 2015.
  2. Roemer, L., & Orsillo, S. M. (2010). A prática da terapia cognitivo-comportamental baseada em mindfulness e aceitação. (M. A. Veronese, Trad.) Porto Alegre: Artmed.
  3. Sharma, M. P., Mao, A., & Sudhir, P. M. (Julho de 2012). Mindfulness-based cognitive behavior therapy in patients with anxiety disorders: a case series. Indian J Psychol Med , 34(3), 263-269.
  4. Germer, C. K. (2016). Mindfulness: o que é? Qual a sua importância? Em C. K. Germer, R. D. Siegel, & P. R. Fulton, Mindfulness e psicoterapia (2 ed., pp. 2-5). Porto Alegre: Artmed.
  5. Hazlett-Stevens, H. (Novembro de 2012). Mindfulness-based stress reduction for comorbid anxiety and depression: case report and clinical considerations. The†Journal†of†Nervous†and†Mental†Disease†, 200(11), 999-1003.
  6. Miller, J. J., Fletcher, K., & Kabat-Zinn, J. (Maio de 1995). Three-year follow-up and clinical implications of a mindfulness meditation-based stress reduction intervention in the treatment of anxiety disorders. General Hospital Psychiatry, 17 (3), 192-200.

Autoria: Dr. Custódio Martins

Quando se fala em meditação, é comum as pessoas associarem o termo às práticas religiosas ou ao pré-conceito de que meditar é esvaziar a mente ou parar de pensar. Mindfulness não é uma religião, e sim um método de treinamento mental. Muitas pessoas que meditam são religiosas, porém inúmeros ateus e agnósticos são meditadores.

O termo Mindfulness, traduzido para o português como Atenção Plena, diz respeito a estar consciente, despertar e reconhecer o que está acontecendo no momento presente, com uma atitude amistosa e livre de julgamento, sem rejeitar ou agarrar-se ao que está ocorrendo. Desta forma, a atenção não fica enredada no passado ou no futuro. A Atenção Plena é, na verdade, uma prática, um estilo de vida, e não apenas uma boa ideia, uma técnica inteligente ou uma moda passageira.

Mindfulness é um estado em que é necessário permanecer psicologicamente presente e, independente do que aconteça ao seu redor ou internamente, não reagir ou julgar. Assim, a prática de meditação consciente permite que a pessoa responda conscientemente e reflexivamente, sem reagir automaticamente aos eventos internos ou externos.

O uso de mindfulness na psicoterapia possibilita ao paciente observar o surgimento e o desaparecimento de seus pensamentos e sentimentos, sem agarrar-se àqueles valorizados e sem eliminar os dolorosos, promovendo a aceitação da experiência interna e diminuindo o processo de evitação. Procura-se perceber os pensamentos à medida que vão surgindo, vendo-os como pensamentos de fato e não como verdades absolutas. De uma forma geral, as pessoas deprimidas sentem remorso, tristeza e/ou culpa em relação ao passado, enquanto pessoas ansiosas temem o futuro.

Em 2006, a meditação foi descrita como uma terapia complementar pelo National Center for Complementary and Alternative Medicine dos Estados Unidos. O National Registry of Evidence-based Programs and Practices (NREPP) reconheceu o Programa Redução de Estresse Baseado em Mindfulness (MBSR) como uma intervenção de eficácia clinicamente comprovada na abordagem das seguintes situações: sintomas de estresse e ansiedade; perturbação do humor; sintomas de depressão; autoestima; sintomas gerais de saúde mental.

A Atenção Plena pode ser desenvolvida através de práticas formais ou informais. As técnicas formais de mindfulness englobam o escaneamento corporal, a meditação sentado e a hatha yoga. Já as técnicas informais consistem na execução das atividades do dia a dia, de forma consciente e presente no que estamos fazendo, como por exemplo alimentar-se, lavar louças, tomar banho e dirigir, entre outras, livre do “piloto automático”.

Benefícios da prática regular de Atenção Plena:

  • Estudos mostram que os meditadores regulares são mais felizes e mais satisfeitos do que a média das pessoas. Esses resultados têm uma importante repercussão na saúde, já que as emoções positivas estão associadas a uma vida mais longa e saudável;
  • A ansiedade, a depressão e a irritabilidade diminuem com sessões regulares de meditação;
  • Melhora da memória, as reações se tornam mais rápidas e o vigor mental e físico aumenta;
  • Os meditadores regulares têm relacionamentos melhores e mais gratificantes;
  • Reduz os principais indicadores do estresse crônico, incluindo a hipertensão;
  • Reduzir o impacto de doenças graves, como dor crônica e câncer, podendo até auxiliar no combate à dependência de drogas e álcool;
  • Fortalece o sistema imunológico, ajudando a combater resfriados, gripe e outras doenças.

Sugestões de leituras

  • Atenção Plena, Mark Williams;
  • 10% mais feliz, Dan Harris.

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  • Curso para meditação vipassana para iniciantes;
  • Programa de Redução de Estresse Baseado em Mindulness.

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  1. Atenção plena [recurso eletrônico] / Mark Williams, Danny Penman [tradução de Ivo Korytowski]; Rio de Janeiro: Sextante, 2015.
  2. Roemer, L., & Orsillo, S. M. (2010). A prática da terapia cognitivo-comportamental baseada em mindfulness e aceitação. (M. A. Veronese, Trad.) Porto Alegre: Artmed.
  3. Sharma, M. P., Mao, A., & Sudhir, P. M. (Julho de 2012). Mindfulness-based cognitive behavior therapy in patients with anxiety disorders: a case series. Indian J Psychol Med , 34(3), 263-269.
  4. Germer, C. K. (2016). Mindfulness: o que é? Qual a sua importância? Em C. K. Germer, R. D. Siegel, & P. R. Fulton, Mindfulness e psicoterapia (2 ed., pp. 2-5). Porto Alegre: Artmed.
  5. Hazlett-Stevens, H. (Novembro de 2012). Mindfulness-based stress reduction for comorbid anxiety and depression: case report and clinical considerations. The†Journal†of†Nervous†and†Mental†Disease†, 200(11), 999-1003.
  6. Miller, J. J., Fletcher, K., & Kabat-Zinn, J. (Maio de 1995). Three-year follow-up and clinical implications of a mindfulness meditation-based stress reduction intervention in the treatment of anxiety disorders. General Hospital Psychiatry, 17 (3), 192-200.

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