Estimulação Magnética Transcraniana (EMT)

Sala de Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) do INCB
Sala de Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) do INCB

O que é ?

A Estimulação Magnética Transcraniana é um tratamento psiquiátrico de neuromodulação não invasiva que consiste na indução de um campo eletromagnético focalizado em áreas específicas do cérebro, possibilitando sua estimulação e/ou inibição, contribuindo dessa forma para o reestabelecimento do equilíbrio cerebral; pois se sabe que, nos transtornos psiquiátricos, há determinadas áreas cerebrais que estão hipoativadas enquanto outras estão hiperativadas.

O uso clínico da EMT foi aprovado em 2008, nos EUA, pelo FDA, e, no Brasil, em 2012, pelo Conselho Federal de Medicina. A técnica já é amplamente difundida e realizada mundialmente, mostrando-se uma alternativa segura, não invasiva, e confortável para o paciente, além de comprovadamente eficaz, com resultados comparáveis aos antidepressivos potentes em altas doses, destacando-se pela virtual ausência de efeitos colaterais¹.

A EMT é considerada o tratamento de primeira linha para os pacientes com depressão que não respondem a pelo menos um antidepressivo². Ao contrário dos antidepressivos, a EMT não apresenta efeitos colaterais como diminuição da libido, ganho de peso, alterações metabólicas e sintomas gastrointestinais¹.

Indicações da EMT

Aprovada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para o tratamento de:

  • Depressão Maior;
  • Depressão Bipolar;
  • Alucinações Auditivas na Esquizofrenia.

Evidência de eficácia no tratamento de³:

  • Dor crônica;
  • Tinnitus (zumbido);
  • Transtornos dos movimentos (Doença de Parkinson e Síndrome de Tourette);
  • Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Benefícios da EMT

  • Alternativa não medicamentosa para o tratamento da depressão;
  • Tratamento de primeira linha para os pacientes com depressão que não responderam
    a pelo menos um antidepressivo²;
  • Procedimento não invasivo e seguro;
  • Não exige preparo prévio e não há restrição na realização de atividades após o
    procedimento;
  • Curta duração das sessões;
  • Virtual ausência de efeitos colaterais¹;
  • Não causa ganho de peso;
  • Ausência de efeitos colaterais sexuais como redução da libido, ausência de orgasmo e
    prejuízo da função erétil;
  • Melhora significativa da memória, atenção e velocidade de processamento cognitivo
    em indivíduos com depressão4;
  • Não há necessidade de internação e de anestesia para realizar o procedimento;
  • Possibilidade de associação com antidepressivos e psicoterapia.

Como faço para realizar a estimulação magnética transcraniana?

Agendar, por telefone, uma avaliação inicial com um dos psiquiatras do INCB para definição do protocolo a ser realizado.

O procedimento não envolve sedação, uma sessão dura entre 20 a 30 minutos e o paciente não precisa vir obrigatoriamente acompanhado.

Em geral, os protocolos iniciais são de 10 a 20 sessões. O número de sessões pode variar dependendo da gravidade e da cronicidade do quadro.


¹(referência: Brunoni, A. R. Princípios e práticas do uso da neuromodulação não invasiva em psiquiatria. Porto Alegre: Artmed, 2017, p. 13).
²(referência: Milev RV, et al. Canadian Network for Mood and Anxiety Treatments (CANMAT) 2016 Clinical Guidelines for the Management of Adults with Major Depressive Disorder. The Canadian Journal of Psychiatry. 2016; 61(9): 561-575)
³(referência: Lefaucheur J.P., et al. Evidence-based guidelines on the therapeutic use of repetitive transcranial magnetic stimulation (rTMS). Clinical Neurophysiology. 2014. 125;2150-2206.)
4(referência: Kedzior KK, et al. Cognitive functioning and deep transcranial magnetic stimulation (DTMS) in major psychiatric disorders: A systematic review. J Psychiatr Res. 2016;75:07-15.)

Autores: Dr. Custódio Martins e Dra. Fabíola Leão

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