Perguntas frequentes sobre EMT — respondidas por quem faz


Resumo: As dúvidas mais comuns sobre EMT envolvem dor, segurança, número de sessões, cobertura por convênio e comparação com outros tratamentos. Esta página reúne as respostas às perguntas mais frequentes, com base nos protocolos clínicos do INCB e na evidência científica atual.


Antes de qualquer primeira sessão de EMT, uma lista de perguntas quase sempre aparece. Aqui estão as respostas — diretas, sem rodeios.

Sobre a sessão

A EMT dói? Não é dor. A maioria dos pacientes descreve uma sensação de pulsação ou leve pressão no couro cabeludo durante a aplicação. O desconforto tende a diminuir nas primeiras sessões, à medida que o organismo se adapta ao protocolo. Pacientes que chegam com medo de dor geralmente relatam surpresa positiva após a primeira sessão.

Preciso de anestesia? Não. O paciente fica sentado, acordado e pode conversar normalmente durante a sessão. Não há sedação, não há repouso obrigatório após a sessão e não é necessário acompanhante.

Quanto tempo dura cada sessão? Com o protocolo Theta Burst — disponível no INCB — cada sessão dura de 3 a 5 minutos. O protocolo convencional dura entre 20 e 40 minutos. Em ambos os casos, o paciente é liberado imediatamente após.

Posso dirigir depois da sessão? Sim. A EMT não compromete cognição, coordenação motora ou tempo de reação. O paciente pode dirigir, trabalhar e seguir a rotina normalmente após a sessão.


Sobre o tratamento

Quantas sessões são necessárias? O protocolo padrão envolve de 20 a 30 sessões em dias úteis, ao longo de 4 a 6 semanas. A melhora é gradual — não existe um “antes e depois” entre uma sessão e outra, mas um acúmulo progressivo ao longo do ciclo completo.

Posso continuar com minha medicação durante a EMT? Sim. A EMT é, na maioria dos casos, complementar ao tratamento medicamentoso. Qualquer ajuste de doses é feito exclusivamente pelo psiquiatra responsável, com base na evolução clínica. Nunca interrompa medicamentos por conta própria.

A EMT substitui os remédios? Raramente, de forma completa. Alguns pacientes conseguem reduzir doses após boa resposta à EMT, mas essa decisão é sempre médica e individualizada. O objetivo principal é potencializar o tratamento — não substituí-lo.

Em quanto tempo aparecem os resultados? A maioria dos pacientes começa a perceber mudanças entre a segunda e a terceira semana de tratamento. O protocolo precisa ser concluído para avaliação real. Após o ciclo, alguns pacientes fazem sessões de manutenção espaçadas para sustentar a resposta.


“Com o protocolo Theta Burst, consigo oferecer um tratamento que se encaixa na rotina do paciente. São poucos minutos por sessão, sem sedação, e a pessoa sai daqui e segue o dia normalmente. Isso faz uma diferença enorme na adesão e nos resultados.”

Dr. Custódio Martins de Jesus Neto — CRM-DF 15.295 | Psiquiatra, Diretor Clínico do INCB Formação em Estimulação Magnética Transcraniana e Neuromodulação pelo IPq-HCFMUSP


Sobre segurança e contraindicações

A EMT é a mesma coisa que eletroconvulsoterapia (ECT)? Não. São tratamentos completamente diferentes. A EMT usa campos magnéticos focalizados — não há corrente elétrica, não há convulsão e não há anestesia geral. A ECT envolve indução de convulsão sob anestesia em ambiente cirúrgico. As duas técnicas nem são concorrentes: cada uma tem indicações específicas.

Quem não pode fazer EMT? As contraindicações absolutas incluem: implantes metálicos intracranianos (como clipes de aneurisma cerebral), marcapasso cardíaco e epilepsia não controlada. A avaliação psiquiátrica prévia é obrigatória e irá verificar se há qualquer contraindicação no seu caso específico.

A EMT tem efeitos colaterais? Os mais comuns são desconforto leve no couro cabeludo e cefaleia passageira, especialmente nas primeiras sessões. Não há efeitos sistêmicos — sem ganho de peso, sem sonolência, sem disfunção sexual. Estudos com mais de uma década de acompanhamento não identificaram alterações cognitivas persistentes quando o procedimento é realizado dentro dos parâmetros de segurança.

A EMT afeta a memória? Não. Esse temor geralmente vem da confusão com a ECT, que pode causar alterações temporárias de memória. A EMT não tem esse efeito. Os dados de longo prazo disponíveis não mostram qualquer alteração cognitiva atribuída ao tratamento.


Sobre cobertura e logística

O convênio cobre a EMT? A EMT para depressão resistente consta no rol de procedimentos da ANS com cobertura obrigatória. Para outros diagnósticos, a cobertura varia por operadora. O INCB fornece toda a documentação necessária — nota fiscal e laudo no padrão exigido — e orienta o processo de autorização ou reembolso junto ao plano.

Preciso de encaminhamento médico para agendar? É recomendável, mas não obrigatório para agendar. O INCB realiza avaliação psiquiátrica prévia — etapa obrigatória do protocolo — independentemente de encaminhamento. Essa consulta é o ponto de partida do tratamento.

Posso fazer EMT mesmo tomando múltiplos medicamentos? Sim, na maioria dos casos. A avaliação psiquiátrica prévia verificará possíveis interações e contraindicações específicas com base no seu histórico clínico e medicamentoso atual.

Onde fica o INCB? SGAS 610, Bloco 2, Salas 229-231 — Asa Sul, Brasília – DF. Dentro do Centro Médico Lúcio Costa, com estacionamento rotativo e vagas gratuitas nas redondezas.


Médico responsável: Dr. Custódio Martins de Jesus Neto — CRM-DF 15.295 | RQE 10.669 INCB — Instituto de Neurociências de Brasília SGAS 610, Bloco 2, Salas 229-231 — Asa Sul, Brasília – DF